quinta-feira, 2 de abril de 2009

Poema da Amizade
A amizade torna os fardos mais leves
porque os divide pelo meio.
A amizade intensifica as alegrias,
elevando ao quadrado, na matemática do coração.
A amizade esvazia o sofrimento
porque a simples lembrança do amigo
acalma com jeito de talco na ferida.
A amizade ameniza as tarefas difíceis
porque a gente não as realiza sozinho:
são dois cérebros pensando e quatro braços agindo.
A amizade diminui distâncias.
Embora longe, o amigo é alguém perto de nós.
A amizade enseja confidências redentoras;
problema partilhado, percalço amaciado,
felicidade repartida, ventura acrescida.
A amizade coloca música e poesia na banalidade do cotidiano.
A amizade é a doce canção da vida e a poesia da eternidade.
O amigo é a outra metade da gente; o lado claro e melhor.
Sempre que encontramos um amigo,
encontramos um pouco mais de nós mesmos.
O amigo revê, desvenda, conforta. É uma porta sempre aberta
em qualquer situação. O amigo, na hora certa, é sol ao meio-dia,
estrela na escuridão. O amigo é bússola e rota no oceano,
porto seguro na tribulação.
O amigo é o milagre do calor humano que Deus opera num coração.
(Autor desconhecido)

Seminarista Marcos Paulo

Sou seminarista da Diocese de Piracicaba. Formado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Atualmente estou cursando Teologia pela mesma universidade.